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Unanimidade é algo praticamente impossível de se conseguir em qualquer ramo, especialmente no esporte. No entanto, quando se discute quem foi a melhor enxadrista feminina de todos os tempos, a resposta é sempre a mesma: Judit Polgar.

E para a alegria dos enxadristas brasileiros, a enxadrista húngara esteve no Brasil, na cidade gaúcha de Caxias do Sul, promovendo o xadrez na Festa da Uva e divulgando a versão em português do seu livro “Chess Playground 2″ – ilustrado por Sofia Polgar, irmã de Judit.

Judit Polgar em partida simultânea realizada no Brasil, na cidade de Caxias do Sul - RS (Foto: Divulgação)

Em seu blog oficial, Judit Polgar recordou da primeira vez que esteve no Brasil, em 1996, quando ela esteve em São Paulo e venceu um match de xadrez rápido contra o GM Gilberto Milos por 2,5 a 1,5. Na mesma publicação, ela afirmou a expectativa de como seu livro seria recebido pelas crianças brasileiras.

Desta vez, a enxadrista húngara deu uma palestra sobre seu livro “Chess Playground 2″, ofereceu uma simultânea e ainda disputou dois torneios de xadrez: um fechado, com outros três GMs – o uruguaio Andrés Rodriguez (considerado por Judit o melhor enxadrista do Uruguai), e os brasileiros Mequinho e Gilberto Milos, velho conhecido de Judit; e um aberto, disputado nos dias 3 e 4 de março.

Judit Polgar novamente superou Milos e venceu o torneio fechado. No entanto, três empates no Torneio Aberto Internacional da Festa da Uva acabaram deixando a enxadrista na segunda posição, atrás apenas do GM Gilberto Milos, que empatou apenas uma única vez.

No fim desta segunda-feira (5), Judit deixou um recado de despedida do Brasil em sua página na rede social Facebook, onde ela classificou a viagem como “uma grande aventura, com experiências das quais ela se lembrará para sempre” e afirmou que “os brasileiros amam xadrez”. Ainda na mesma mensagem, a enxadrista se disse “pronta para voltar [ao Brasil] em uma outra oportunidade”.

O Gênio que o “papai” criou

Wolfgang Amadeus Mozart é considerado um dos maiores prodígios da música clássica de todos os tempos. No entanto, um fato que a maioria das pessoas ignora é que, por trás da genialidade precoce do compositor austríaco, estava seu pai, Leopold Mozart, que era professor de música. O pai teria instruído o jovem Mozart desde a mais tenra idade, o que teria potencializado seu desenvolvimento.

A história é semelhante à do golfista Tiger Woods, também apontado como um dos melhores de todos os tempos em sua modalidade. No livro “Training a Tiger”, o pai do atleta, Earl Woods, revela que costumava fazer o filho observar suas tacadas de golfe desde que nasceu. Com 1 ano e meio, o jovem Tiger já havai começado um contato direto com o esporte.

Tiger Woods é apenas um ano mais velho que Judit Polgar. No entanto, a semelhança entre eles está na mesmo nos pais. Conhecendo a história de Mozart, o professor Lázaro Polgar elaborou uma teoria: gênios não nascem, são feitos. No livro “Bring Up Genius!”, ele teorizou sobre como o treinamento – e não uma habilidade prodigiosa inata – era importante para o surgimento de um gênio. Decidido a provar a eficácia de seu método, ele procurou uma mulher que aceitasse ajudá-lo na experiência. E encontrou: Klara, que assim como Lázaro, também era professora.

Os dois se casaram e, da união, nasceram três mulheres que mudariam a forma que o mundo – incluindo no rol o ex-campeão mundialGarry Kasparov, considerado por muitos o “Pelé” do xadrez – encarava o xadrez feminino: Zsuzsa, Zsófia (Susan e Sofia) e, claro, Judit Polgar.

Em casa, as irmãs receberam uma educação especial por parte dos pais, que não precisaram esperar muito tempo para colher os frutos. Com 4 anos de idade, Susan Polgar ganhou um torneio para meninas com até 11 anos de idade. Judit, a filha caçula do casal, já era uma enxadrista melhor que o pai aos 5 anos.

Ao longo dos anos, Judit Polgar provou que a teoria do pai estava certa. Com apenas 15 anos, ela se tornou a enxadrista mais jovem a obter o título de Grande Mestre, quebrando o recorde que até então pertencia ao norte-americano Bobby Fischer.

Em 1993, com apenas 17 anos, Judit Polgar disputou um match contra o ex-campeão mundial Boris Spassky. Após 10 partidas, o soviético acabaria derrotado por 5,5 a 4,5. A carreira da enxadrista ainda lhe reservaria confrontos – e vitórias – contra alguns dos maiores nomes do xadrez mundial, como Garry Kasparov e Anatoly Karpov.

Duelo de nº. 1

Garry Kasparov, na época enxadrista nº. 1 do mundo, afirmou certa vez que poderia ganhar de qualquer mulher do mundo cedendo um cavalo de vantagem. Judit Polgar obrigou o enxadrista russo a rever seus conceitos.

Os dois se enfrentaram pela primeira vez em 1994. Kasparov não deu cavalo algum de vantagem, mas acabou vencendo. No entanto, a partida ficou marcada por um controverso lance do enxadrista russo, que pareceu ter soltado uma peça em uma casa mas, rapidamente, a moveu para outra posição. Polgar não reclamou, mas afirmou mais tarde que tivera a impressão de que Kasparov largara a peça.

Embora o russo tenha negado, a partida estava sendo gravada. Um exame cuidadoso do vídeo provou que, de fato, Kasparov soltara a peça por uma fração de segundo. Para azar de Judit, infelizmente, não existia no xadrez – e não existe até hoje – a tecnologia hawkeye utilizada em alguns torneios de tênis.

Mas o xadrez faria justiça com Judit Polgar no clássico. Em setembro de 2002, um match entre Rússia e o resto do mundo colocou novamente o nº. 1 absoltuo e a nº. 1 feminino frente a frente. Desta vez, Judit Polgar provou que era, sim, capaz de vencer Kasparov sem precisar de cavalo algum de vantagem. A vitória da enxadrista húngara ajudou o time do resto do mundo a vencer o match por 52 a 48. Foi a primeira vez na história do esporte que o número 1 entre os homens perdia para a número um entre as mulheres em uma modalidade.

Brazilian Days

Judit Polgar ao lado de crianças brasileiras em uma sessão de autógrafos do seu livro "Chess Playground 2", traduzido para o português (Foto: Divulgação)

Judit Polgar deixou o Brasil levando consigo boas recordações, mas também deixou boas lembranças para os sul-americanos. Dois GMs, o argentino Sandro Mareco e o paraguaio José Fernando Cubas; e um MF, o catarinense Alfeu Varela Bueno, somaram no currículo um empate contra a melhor enxadrista feminina de todos os tempos.

No Torneio Aberto, Judit Polgar não perdeu nenhuma partida. No entanto, alguns enxadristas que participaram da simultânea com a húngara conseguiram sair de lá com a vitória. E um deles é do Paraná. De acordo com informações publicadas por Murilo Gimenez Salustiano no grupo Xadrez – PR na rede social Facebook, o curitibano Henrique Nemeth Junior conseguiu vencer Judit Polgar na simultânea.

O co-autor Gabriel Tortola Flores Vieira encontrou uma pérola do xadrez paranaense no blog do árbitro Carlos Calleros: um registro histórico de um Campeonato Paranaense Absoluto de xadrez de 1990, realizado em Maringá. No tabuleiro, um confronto que acabaria se tornando um clássico do xadrez paranaense, entre dois enxadristas que acabariam ostentando o título de campeão paranaense e – quem diria – acabariam se tornando inclusive companheiros de time defendendo Maringá: Bolívar Ribeiro Gonzalez x Jair Osipi.

Bolívar Gonzalez x Jair Osipi (Foto: Blog do AI Carlos Calleros)

Na época, o já tetracampeão baiano Bolívar Ribeiro Gonzalez disputava seu primeiro torneio no Paraná, justamente o Campeonato Paranaense Absoluto. Na ocasião, apesar de já ser um jogador de renome, ele acabou não sendo campeão. O título ficou com o maringaense Jomar Egoroff, que conquistava o segundo de seus sete títulos estaduais. Bolívar só viria a ganhar seu primeiro Campeonato Paranaense Absoluto em 2000, vencendo um match de desempate justamente contra Egoroff.

Bolívar não estreou com título em Maringá, mas a cidade acabou marcando a carreira do enxadrista soteropolitano, que viria a defender a seleção maringaense em meados dos anos 2000 e finalmente seria coroado Campeão Paranaense Absoluto de xadrez jogando na cidade  em 2011, novamente superando Jomar Egoroff no desempate – desta vez sem necessidade de match.

Federação de Xadrez do Paraná homenageia os principais destaques da modalidade neste ano

A Fexpar (Federação de Xadrez do Paraná) vai homenagear os principais destaques de 2011 na modalidade com o prêmio Orgulho do Xadrez Paranaense. Criado neste ano, o prêmio vai ser entregue aos destaques masculino e feminino em três categorias: sub-15, sub-18 e absoluto.

Neste ano, os ganhadores do prêmio foram escolhidos pelos enxadristas que participam do Campeonato Paranaense Absoluto, em Maringá. No início da 7ª rodada do torneio, os enxadristas receberam uma cédula de votação, onde deveriam preencher suas indicações a cada uma das seis categorias. Técnicos, dirigentes e membros da imprensa também puderam participar da votação.

Duas indicações eram praticamente unanimidades na votação: Elise Kawabata (Campo Mourão) e Jomar Egoroff (Maringá). Na última quarta-feira (14), a dupla ganhou o troféu Orgulho Paranaense, prêmio oferecido pela Secretaria de Esportes do Paraná. Neste ano, Elise foi apontada pela Fexpar como destaque dos Jogos da Juventude do Paraná e foi a campeã do xadrez feminino nas Olimpíadas Escolares Brasileiras.

Nomeado Mestre Fide neste ano, Jomar Egoroff participou de diversos torneios no ano, em Curitiba, São Paulo, e jogou até mesmo no exterior, em torneios na Argentina e no Uruguai. Nos Jogos Abertos do Paraná, as quatro medalhas – três ouros e uma prata – conquistadas por ele valeram a indicação da Fexpar para destaque do torneio. “Eu me preparei para disputar alguns torneios fortes ao longo do ano, para conseguir o título de Mestre Fide. Consequentemente, acabei indo muito bem também nos Jogos Abertos”, afirma Egoroff.

Guilherme Paulino Branco (campeão paranaense sub-20 e 4º lugar no Campeonato Brasileiro sub-18) e Lucas Henrique da Silva (campeão paranaense sub-18 e 7º lugar no Campeonato Brasileiro sub-20) foram nomes recorrentes na indicação da categoria masculino até 18 anos. Entre os enxadristas de até 15 anos, as principais indicações foram em favor de Gabriel Akira Okawati (de Londrina) e Geovani Alan Broday, campeão dos Jogos Colegiais do Paraná e vice nas Olimpíadas Escolares Brasileiras.

O resultado oficial da votação vai ser divulgado hoje à noite, na cerimônia de entrega do prêmio Orgulho do Xadrez Paranaense, no restaurante Don Peponi, às 20h30.

O Campeonato Paranaense Absoluto de Xadrez disputado em Maringá vai se aproximando do fim, mas a tônica do torneio continua a mesma: igualdade – nos jogos, que nas primeiras mesas (onde estão os principais enxadristas da competição) continuam equilibrados, e nos resultados, já que o empate parece ser o resultado mais comum entre os enxadristas do topo da tabela.

MF Jomar Egoroff é o líder isolado do Campeonato Paranaense Absoluto (Foto: Johnny Katayama)

Ao término da 7ª rodada – e à duas rodadas do fim do torneio – finalmente algum enxadrista lidera sozinho o campeonato: MF Jomar Egoroff. Até agora, foram 4 vitórias e 3 empates do maringaense, totalizando 5,5 pontos em 7 possíveis. Na penúltima rodada do Campeonato Paranaense Absoluto, marcada para às 14h desta quarta-feira (21), Egoroff defende a liderança contra seu conterrâneo Jair Osipi. Confira o resumo do dia.

Desgate físico dos enxadristas e fim da “politicagem” marcam a 6ª rodada

A rodada nem havia começado na manhã de terça-feira (20), mas a expressão dos poucos enxadristas que estavam presentes no salão de jogos às 10h já apontava outro fator além da capacidade técnica que poderia definir o resultado de algumas partidas: o desgaste físico. Quando Amauri Redígolo, árbitro principal do torneio, anunciou o início da 6ª rodada, haviam mais cadeiras vazias do que enxadristas diante dos tabuleiros. Entre aqueles que conseguiram chegar na hora certa para o início da rodada, a maioria apresentava sinais inconfundíveis de cansaço na expressão facial, com direito até a alguns bocejos ocasionais.

O salão de jogos foi se enchendo aos poucos, quando, um a um, os enxadristas começaram a surgir e puderam começar a jogar xadrez. E no comando dos exércitos de peças brancas e negras, o sono dava lugar à concentração. A rodada teve confrontos diretos entre os quatro Mestres FIDE disputando o torneio, e o resultado não poderia ter sido mais equilibrado: ½ ponto para cada um.

MF Bolívar Gonzalez x MF Jomar Egoroff: duelo entre mestres de Maringá termina empatado (Foto: Johnny Katayama)

No bom e velho esquema do “me ajeita que eu te ajeito”, o MF Jomar Egoroff conseguiu dois resultados importantes nas rodadas de segunda-feira (19). Foram dois empates rápidos, contra o MF Vitório Chemin e contra Willian Yano, sempre em partidas com cerca de meia hora de duração, e depois de passados apenas alguns lances na abertura. As duas “blitzkrieg” – termo alemão para definir uma “guerra-relâmpago – disputadas pelo marigaense permitiram que ele guardasse as energias para as rodadas finais do torneio.

Mas a política de boa vizinhança chegou ao fim às 10h de terça-feira. O MF Bolívar Ribeiro Gonzalez decidiu ir para o jogo, forçando Egoroff a finalmente jogar uma partida com mais de meia hora de duração. Embora a postura tenha mudado – e a duração do confronto também -, o resultado continuou o mesmo: empate entre os mestres, em jogo que durou cerca de uma hora e meia.

No outro duelo dos mestres, MF Carlos Martins e MF Vitório Chemin empataram apimentando ainda mais os confrontos da 7ª rodada.

Vitória no T1 e regra da tripla repetição são os destaques da rodada

Por conta de algumas peculiaridades do salão social do SESC, o T1 acabou sendo montado mais próximo do T5 que propriamente do T2. Ironicamente, os holofotes se voltaram principalmente para essas mesas durante a 7ª rodada. Em primeiro lugar, porque após muitas rodadas com empates seguidos, finalmente tivemos uma vitória no T1. Jogando de brancas, o MF Jomar Egoroff conseguiu um resultado positivo contra Marcel Heimar Ribeiro Utiyama.

Todavia, o grande destaque da rodada foi no T5, no jogo entre Fabrício Grellmann e Anderson Tatsch Dias. Na 3ª rodada, Anderson já havia jogado uma partida com mais de quatro horas e meia de duração contra Paulo César Costa. Na 7ª rodada, frente a frente com Fabrício, a situação parecia se encaminhar para algo semelhante. No tabuleiro, Anderson chegou aos minutos finais do jogo com um cavalo de vantagem. A compensação de Fabrício residia no posicionamento avançado de um corajoso peão, que poderia ser coroado em poucos lances.

Posição que Fabrício Grellmann afirmou ter se repetido por três vezes (Foto: Johnny Katayama)

À essa altura, praticamente todas as partidas já estavam encerradas e os olhares se voltaram ao T5. Fabrício lutava para empatar o jogo, enquanto Anderson procurava um lance vencedor. Fabrício para o relógio e chama o árbitro, alegando empate por tripla repetição. Enquanto a arbitragem conferia a súmula e reproduzia a partida, Anderson “joga com o regulamento”, afirmando que Fabrício não havia solicitado corretamente a regra.

Enquanto os árbitros e os jogadores foram para a mesa de arbitragem analisar a situação, o MF Vitório Chemin explicou a situação para parte do público reunido em volta do tabuleiro. De acordo com o mestre, o pedido da tripla repetição fora, de fato, realizado de forma incorreta. O enxadrista deve parar o relógio antes da posição se repetir três vezes, e chamar o árbitro, mostrando que se ele jogar o próximo lance, a posição teria se repetido pela terceira vez. O árbitro Tiago de Almeida confirma. “O correto não é jogar o lance, e sim apontar antes de jogar qual lance acarretaria na tripla repetição”.

O árbitro Amauri Redígolo anunciou a continuação da partida, que terminou empatando alguns minutos depois.

8ª rodada tem clássico maringaense no T1

Antes mesmo do último jogo acabar, já começaram as especulações em torno do emparceiramento da próxima rodada. O confronto entre os mestres Jomar Egoroff e Carlos Martins parecia inevitável. Mas quando o emparceiramento foi anunciado, os maringaenses tiveram uma surpresa: no T1, Jomar Egoroff joga de pretas contra Jair Osipi.

Os dois enxadristas mais proeminentes de Maringá nos últimos anos, apontados como referências para os atletas locais, tiveram um duelo agendado para logo mais, às 14h. A partida, contudo, não é um amistoso disputado no Clube de Xadrez de Maringá, é um jogo válido pelo Campeonato Paranaense Absoluto. A mesa é a mesma que os dois cansaram de utilizar para jogar amistosos, mas o palco é completamente diferente: é o T1, a mesa mais forte do paranaense. Tudo isso regado a um tempero para lá de especial, que é a disputa pelo título.

Jomar já conquistou o troféu sete vezes, é o recordista de títulos da competição. O título também não é novidade para Jair, que levou o caneco para casa em 2008. A briga pela ponta da tabela, aliás, está mais emparelhada do que nunca. Logo atrás de Jomar Egoroff, que tem 5,5 pontos, outros oito atletas aparecem com 5 pontos, incluindo Jair Osipi. A emoção é garantida nesta reta final do Campeonato Paranaense Absoluto.

Empate. Na disputa pela ponta da classificação no Campeonato Paranaense Absoluto disputado em Maringá, o resultado que insistia em aparecer nas súmulas era este: ½ a ½. Nas duas rodadas disputadas nesta segunda-feira (19), os quatro primeiros tabuleiros acabaram empatados.

Os empates acabaram contribuindo para aumentar a indefinição quanto ao torneio. Ao fim de 5 rodadas completas – ou seja, a metade do torneio já se foi -, quatro enxadristas dividem a ponta com 4 pontos cada: o trio de Mestres FIDE Vitório Chemin, Bolívar Gonzalez e Jomar Egoroff, e Fabrício Grellmann.

4ª Rodada: Em duelo de mestres, Egoroff e Chemin empatam em poucos lances

Pela tônica apresentada nos primeiros dias de torneio, o duelo entre MF Jomar Egoroff e MF Vitório Chemin tinha tudo para ser um épico, uma das partidas mais demoradas e de maior nível técnico deste Campeonato Paranaense Absoluto. Não foi o que aconteceu.

MF Jomar Egoroff conseguiu dois empates rápidos nas rodadas de hoje do Campeonato Paranaense Absoluto (Foto: Johnny Katayama)

Logo que a rodada começou, os dois acabaram sendo cautelosos. O pragmatismo falou mais alto e, pouco mais de meia hora depois do início da rodada, a partida acabou empatada. O resultado deixou o MF Bolívar Gonzalez como o único enxadrista da rodada que poderia manter os 100% de aproveitamento. Acabou não sendo possível. Enfrentando o maringaense Gabriel Tortola Flores Vieira, ele também não teve vida fácil e acabou cedendo seu primeiro empate no certame. O resultado, se não era exatamente o planejado, ainda mantinha os três dividindo a liderança da competição.

5ª Rodada: Novo empate relâmpago de Egoroff; em um dos jogos mais longos da noite, Bolívar e Chemin empatam

Uma das mudanças mais notadas na tabela de emparceiramento de hoje foi o abandono de Laksmi Benez. Após perder a 4ª rodada por W.O., ela acabou sendo eliminada do torneio e deixou de ser emparceirada. Como sem ela o número de participantes é ímpar (totalizando 49 emparceirados), obrigando a existência de bye.

Mas a rodada não foi marcada apenas de novidades. MF Jomar Egoroff novalmente pontuou com um empate relâmpago, desta vez contra Willian Yano. No entanto, a partida foi no T2. O T1, a primeira mesa do campeonato, aquela onde normalmente acontecem combates épicos rumo ao título, foi a arena de outro confronto entre mestres: MF Bolívar Gonzalez x MF Vitório Chemin.

Duelo de Mestres Fide: Bolívar Gonzalez x Vitório Chemin (Foto: Johnny Katayama)

Ao contrário de Jomar Egoroff, que empatou em uma partida curta, o MF Bolívar Ribeiro Gonzalez queria jogar, mesmo que o adversário da vez fosse o MF Vitório Chemin. Foi uma partida equilibrada, uma das últimas a terminar nesta segunda-feira (19) em Maringá. E apesar dos esforços e da persistência de Bolívar em buscar o resultado, a partida seguiu a escrita do dia: empate!

6ª Rodada: Duelo de Mestres em dose dupla!

Os resultados de segunda-feira (19) acabaram contribuindo para o equilíbrio do Campeonato Paranaense Absoluto. Além de MF Vitório Chemin, MF Bolívar Gonzalez, MF Jomar Egoroff e Fabrício Grellmann, com 4 pontos, ainda temos 10 enxadristas com 3,5 pontos.

Hoje é o último dia que teremos rodadas duplas neste torneio, e tem de tudo para ser o momento de definição da competição. A partir das 10h, já vamos ter mestre contra mestre nas duas primeiras mesas: no T1, Bolívar Gonzalez joga de brancas contra Jomar Egoroff, que volta à mesa principal nesta rodada. No T2, Vitório Chemin também joga de brancas, e pega Carlos Martins.

Essa rodada promete!

Confira os resultados do torneio e demais informações do evento no site oficial da FEXPAR e no chess-results.

Partidas do PR Feminino já estão disponíveis

O site oficial da FEXPAR publicou nesta segunda-feira (19) uma nota elogiando a participação feminina no Campeonato Paranaense Absoluto. A publicação ainda ressalta que todas as 41 partidas jogadas no Campeonato Paranaense Feminino já foram digitalizadas e já estão disponíveis para serem consultadas no chess-results. Confira!

O domingo (18) foi dia de rodada dupla para os enxadristas que disputam o Campeonato Paranaense Absoluto em Maringá. No 2º dia de competição, apenas três dos 50 participantes continuam com 100% de aproveitamento no torneio: os Mestres FIDE Jomar Egoroff, Bolívar Gonzalez e Vitório Chemin.

Os principais destaques do trio aconteceram durante a 3ª rodada. O MF Egoroff, de Maringá, enfrentou Mateus de Camargo, de Paranavaí. O início foi de equilíbrio, com possibilidades para ambas as partes. A definição da partida foi nos minutos finais, quando Mateus cometeu um erro e acabou deixando para trás uma peça, e acabou desistindo frente à vantagem material decisiva do maringaense.

A partida entre o MF Bolívar Gonzalez, de Maringá, e Jhone Zini, de Cascavel, foi uma das mais emocionantes do torneio. O equilíbrio durou pouco tempo, mas ambos os lados tiveram alguma vantagem, com boas possibilidades para vencer. Mas, quando o tempo apertou, o enxadrista de Cascavel acabou cometendo um erro, bem aproveitado pelo adversário.

Já o MF Chemin, que costuma defender Ponta Grossa nos Jogos Abertos do Paraná, jogou contra aquele que costuma ser o T1 da equipe, Fabrício Stadler Grellmann. Foi um dos jogos mais assistidos da noite em Maringá. Fabrício tinha alguns peões de vantagem em troca de um cavalo do mestre, que acabou levando a melhor na partida.

Os resultados provocam o primeiro duelo de mestres desta edição do Campeonato Paranaense Absoluto. Logo mais, às 10h, MF Vitório Chemin joga de brancas contra o maringaense, MF Jomar Egoroff. O outro mestre invicto, MF Bolívar Gonzalez, vai de negras contra Gabriel Tortola Flores Vieira – os dois já se enfrentaram este ano pelos Jogos Abertos do Paraná, quando o maringaense Tortola jogou por Paranavaí.

Confira os resultados e as demais informações do torneio.

Entre os dias 17 a 22 de dezembro alguns dos principais enxadristas do Estado vão estar em Maringá para a disputa do Campeonato Paranaense Absoluto 2011. Além do título de campeão estadual, está em jogo no torneio uma premiação em dinheiro no valor de R$ 7 mil.

O Campeonato Paranaense Absoluto é promovido pela Fexpar (Federação de Xadrez do Paraná) e pelo Clube de Xadrez de Maringá em parceria com a Secretaria de Esportes e Lazer da Prefeitura de Maringá. Entre os 50 enxadristas que participam do torneio, quatro deles possuem o título de MF (Mestre Fide – um título vitalício concedido pela Federação Internacional de Xadrez): Carlos Martins, de Campo Mourão; Vitório Chemin, de Curitiba; Bolívar Ribeiro Gonzalez e Jomar Egoroff, de Maringá.

MF Jomar Egoroff joga para se tornar campeão paranaense pela 8ª vez (Foto: Johnny Katayama)

O maringaense MF Jomar Egoroff é o organizador do torneio, além de ser o enxadrista mais bem posicionado no ranking da Fide (Federação Internacional de Xadrez) entre os participantes. Sete vezes campeão paranaense, Egoroff soma três vice-campeonatos seguidos nas três últimas edições do torneio. Vencedor do Prêmio Orgulho Paranaense como melhor atleta dos Jogos Abertos do Paraná, ele faz sua primeira participação em um Campeonato Paranaense Absoluto desde que foi reconhecido como Mestre Fide – a titulação foi conquistada em julho deste ano -, ele luta para sair da segunda colocação e ganhar seu 8º título estadual.

Abertura

A cerimônia de abertura do Campeonato Paranaense Absoluto 2011 contou com a presença do presidente da Federação de Xadrez do Paraná, Paulo Virgilio Rios Rodriguez e do presidente do Clube de Xadrez de Maringá, Hernani Eduardo Abrunhosa Rosa.

No discurso de abertura, Rodriguez exaltou a importância do xadrez no cenário esportivo do Paraná. No Prêmio Orgulho Paranaense, a Fexpar fez apenas três indicações, todos foram premiados. “Indicamos a Elise Kawabata [que também está disputando o Campeonato Paranaense Absoluto] como melhor atleta dos Jogos da Juventude, e o Jomar Egoroff, como melhor atleta dos Jogos Abertos. Também indicamos o Sunye [Jaime Sunye Neto, Grande Mestre - a maior titulação oferecida pela Fide] para o prêmio de mérito esportivo. Todos acabaram sendo premiados”, afirma.

Logo após a cerimônia de abertura, teve início a primeira rodada do torneio.

Mais do mesmo…?

Quando a tabela de jogos da 1ª rodada foi divulgado, pelo menos seis pessoas podem ter tido um déjà vu. Em relação à primeira rodada da edição anterior do Campeonato Paranaense Absoluto, três confrontos acabaram, coincidentemente, se repetindo. O MF Vitório Chemin começou o torneio da mesma forma que na edição passada, enfrentando Elise Kawabata, de Campo Mourão. William Jorge Froes Yano, de Paranavaí, voltou a enfrentar a campo-mourense Laksmi Benez. O mesmo aconteceu com André Luís Sampaio Gonçalves, e Londrina, que novamente jogou contra Ulisses Lucas da Silva, de Maringá.

Willian Yano e Laksmi Benez reeditam 1ª rodada da edição anterior do PR Absoluto (Foto: Johnny Katayama)

Quanto aos resultados, pouca coisa mudou. Chemin e Gonçalves venceram denovo, repetindo o feito da edição anterior. Apenas Yano, que ano passado começou empatando, neste ano conseguiu estrear com vitória no Campeonato Paranaense Absoluto.

Blitzkrieg

Gabriel Tortola Flores Vieira e Juliana da Silva Rocha fizeram a partida mais rápida da primeira rodada (Foto: Johnny Katayama)

No Campeonato Paranaense Absoluto, algumas partidas chegam a durar mais de quatro horas. No entanto, não se trata de uma regra. Nesta rodada inicial do torneio, a primeira partida a terminar foi entre o maringaense Gabriel Tortola Flores Vieira e Juliana da Silva Rocha, de Paranavaí, em pouco mais de uma hora de torneio – durou menos que uma partida de futebol. “Joguei mal no início e acabei me complicando. Mas ela também errou e consegui aproveitar bem”, analisou Vieira, após a partida.

Voz na arquibancada

O xadrez pode não ser um esporte dinâmico, mas ainda assim é interessante o suficiente para atrair a atenção do público. Nesta 1ª rodada do Campeonato Paranaense Absoluto, o salão de jogos contou com a presença de algumas pessoas que só estavam presentes para acompanhar o andamento das partidas. A maior parte deles era de membros do Clube de Xadrez de Maringá, prestigiando o evento e torcendo pelos maringaenses, principalmente Jomar Egoroff e Jair Osipi, ídolos locais.

Wanderley Lukachewski Junior (à esquerda), de Mandaguari, contou com a "torcida" do primo e da namorada para vencer Ivo Marini, de Ivaiporã (Foto: Johnny Katayama)

No fundo do salão, sentados em cadeiras preparadas pela organização do torneio, estavam os estudantes Jaqueline Moreira, 19, de Mandaguari, e Roberto Alves Barbosa Filho, 15, de Curitiba. Eles vieram para Maringá somente para torcer por Wanderlei Lukachewski Junior. Embora não sejam permitidas manifestações públicas ou qualquer tipo de comunicação com os atletas, ainda é permitido observar o andamento dos jogos e torcer em silêncio.

Para Jaqueline, namorada de Wanderlei, acompanhá-lo em torneios de xadrez não é nenhuma novidade. “No início, era um pouco chato”, admite, “mas depois que você começa a entender melhor como o jogo funciona, fica mais interessante”, completa. Barbosa Filho é primo de Wanderlei, e veio passar as férias escolares no norte do Paraná. “Eu jogo de vez em quando no meu colégio, em Curitiba. É interessante acompanhar um torneio grande, como este”, diz.

Resultados

Os resultados, fotos e demais informações do torneio podem ser acessadas no site oficial da Fexpar. Amauri Redígolo, o árbitro principal do torneio, ressaltou que a comunicação oficial entre os enxadristas e a organização vai acontecer por meio do mural – organizado no salão de jogos -, e pelo chess-results. Blogs, redes sociais e outras mídias utilizadas para a divulgação do evento não são parte da comunicação oficial do Campeonato Paranaense Absoluto.

A tabela de jogos e os resultados das partidas anteriores podem ser conferidos no chess-results. Fotos e demais informações do torneio vão ser divulgados no site da Fexpar.

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